- Antonio Jose Silva
- há 7 horas
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25/06/2026
UMA TRANSFERÊNCIA BILIONÁRIA
Não é Messi ou Vini Jr. A grande estrela desta Copa, a mais falada nas transmissões esportivas no YouTube ou na TV, a mais promovida entre influenciadores digitais, o hit das propagandas na mídia, são as casas de apostas. Bombardeando a sugestão mentirosa de que vão te enriquecer de forma fácil, as bets estão promovendo uma transferência de bilhões do bolso dos trabalhadores para o de alguns empresários.
BILHÕES DE ILUSÕES
As bets dominaram a Copa do Mundo, tornando-se o principal motor financeiro e alvo de intensas críticas públicas. Empresas do mercado de apostas esportivas estimam que a Copa de 2026 pode movimentar até US$ 50 bilhões no mundo, com uma parcela de 10% disso só no Brasil. A onipresença das bets é notada já nas transmissões, seja nos anúncios dos canais que detêm direitos das partidas como em placas publicitárias nos estádios.
EFEITO COLATERAL
Se, por um lado, a Copa é vista como oportunidade para as bets, por outro, ela é acompanhada com preocupação. O setor tem minado uma parcela expressiva da economia das famílias e se desenha como um problema de saúde pública no Brasil.
O excesso de publicidade e o incentivo direto às apostas por parte de narradores e comentaristas durante as partidas têm gerado duras críticas de especialistas.
TUDO POR DINHEIRO
Ídolos e personalidades fazem publicidade de bets (apostas online) principalmente devido aos valores astronômicos pagos pelas empresas, que chegam a ser muito superiores aos praticados no mercado publicitário tradicional. Além disso, a associação constante com grandes marcas esportivas e eventos de massa cria um ambiente de aparente segurança e normalização dessa prática.
DIZ O ARTICULISTA SAKAMOTO
"Além das dívidas, as bets não vão sumir com o encerramento do torneio. Vão continuar ali, brilhando na tela, prometendo o próximo jogo, a próxima chance, a virada que nunca vem. É a lógica do negócio: não existe aposta final, existe sempre a próxima."
GATILHOS MENTAIS E A LUDOPATIA
As campanhas utilizam táticas de marketing sofisticadas que exploram o sonho de mudar de vida rapidamente e a urgência. Psicólogos e órgãos de saúde mental alertam que o apelo emocional do mundial pode servir como gatilho para a ludopatia (vício em jogos), elevando o risco de crises financeiras nas famílias.