- Antonio Jose Silva
- há 8 horas
- 2 min de leitura

19/08/2026
O QUE SERÁ?
Será um dragão a nos correr por dentro ou uma serpente a visitar nossos departamentos mentais impelindo-nos a reações inesperadas, cheias de ódio, cólera e ira contra o que ou a quem, num determinado momento e que pode marcar para sempre nossas vidas?
É O SISTEMA NERVOSO EM ESTADO DE ALERTA
A raiva é uma emoção básica natural e desagradável. Porém, quando se torna explosiva ou constante, ela é um sinal de alerta. Ela costuma ser a "ponta do iceberg" para sentimentos como frustração, medo ou exaustão, e está muito ligada a quadros de estresse, ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade.
JOANA DE ÂNGELIS
Na obra Conflitos Existenciais, esclarece que a “a raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o ego sente-se ferido, liberando esse abominável adversário que destrói a paz do indivíduo. Instala-se inesperadamente, em face de qualquer conflito expresso ou oculto, desferindo golpes violentos de injúria e de agressividade.”
ALGO MUITO RECORRENTE
Psicólogos, sociólogos e antropólogos se unem no objetivo de estudar este tópico tendo em vista sua recorrência em nossas sociedades através dos indivíduos que as compõem. Afinal, qual é o significado da raiva? Em quais padrões ela se estabelece que não enxergam a calma e a paz, necessárias aos bons costumes?
TODO CUIDADO AINDA É POUCO
O excesso de raiva resulta quase sempre em ações destrutivas e reações desproporcionais, como explosões verbais, agressão física, quebra de objetos e o rompimento de laços familiares, de amizade ou profissionais. A longo prazo, pode gerar problemas de saúde e até mesmo consequências legais.
A NEUROBIOLOGIA DA FÚRIA
Estudada pelos neurocientistas. Amígdala, hipocampo, córtex pré-frontal e coração são indicados como caminhos que a raiva percorre. A amígdala é uma estrutura primitiva do cérebro que associa estímulos a emoções. Ela faz a conexão entre o hipocampo e a área pré-frontal. Relaciona eventos negativos a emoções desagradáveis, sendo de grande importância no mecanismo de lutar ou fugir. Se a removêssemos e, de acordo com pesquisas feitas em animais, certamente que ficaríamos dóceis e indiferentes a qualquer perigo, portanto não sentiríamos raiva de nada.
SER FORTE E ATRAENTE
Um artigo publicado no periódico científico Human Nature diz que homens fortes e mulheres mais atraentes seriam especialmente propensos a demonstrar raiva, segundo o psicólogo evolucionista Aaron Sell, da Universidade Griffith, de Queensland, Austrália. Segundo ele, essas características funcionam como permissões sociais para que as pessoas extravasem a irritação. No conceito deles, ser forte, no caso dos homens, e atraentes, no caso das mulheres, facultam-lhes o direito de se irritarem e saírem vencedores pelos seus dons físicos.