- Antonio Jose Silva
- há 6 horas
- 2 min de leitura

"O Aquecimento global é apenas um 'efeito cíclico' da natureza"
01/09/2026
PROPAGANDA ELEITORAL GRATUITA E ENGANOSA
É um período desafiador. Durante a campanha eleitoral, a circulação de notícias falsas e propostas sem viabilidade técnica ou orçamentária tende a aumentar significativamente. Os candidatos mentem sem pudor e o pior é que muitos de nós acreditamos ingenuamente?
"A TERRA É PLANA"
O planeta e o gênero humano passam pela sua maior prova desde que convicções arraigadas, embora equivocadas mas tidas como verdades absolutas, como o terraplanismo, foram postas à prova. Foi preciso que Eratóstenes, um matemático e astrônomo grego que viveu três séculos antes de Cristo, de posse de um graveto e seus conhecimentos de geometria, além da observação dos movimentos do sol, da lua e do desaparecimento das velas dos barcos no horizonte, provasse a esfericidade da Terra (ou seja, um geoide, esfera achatada nos polos).
MITOMANIA
O termo mitômano se refere a quem tem uma compulsão por mentir, criando uma realidade paralela onde as próprias histórias parecem verdades inquestionáveis. Na política, isso ganha proporções imensas. Em campanhas eleitorais, a linha entre a promessa exagerada e a mentira deslavada costuma sumir. O grande desafio hoje é que a mentira bem contada, muitas vezes, gera mais engajamento e votos do que a verdade nua e crua.
A SEGURANÇA COMPROVADA DAS URNAS ELETRÔNICAS
O processo eletrônico de votação passa por mais de 40 processos de auditoria antes, durante e depois das eleições e é submetido periodicamente a testes públicos de segurança, nos quais especialistas e instituições convidadas procuram identificar eventuais vulnerabilidades. Portando, tentar descredibilizar com mentiras infundadas, um sistema seguro e confiável, usado desde 1996, é no mínimo mau-caratismo.
SEQUESTRANDO A CREDIBILIDADE
Candidatos que mentem compulsivamente não participam de entrevistas para esclarecer o eleitorado, mas para sequestrar a credibilidade de quem entrevista e usá-la ao seu favor. "Entrevistar um mitômano político, portanto, não é apenas fazer perguntas e anotar respostas, mas impedir que uma operação de desinformação se disfarce de cobertura eleitoral". Diz o colunista Leonardo Sakamoto
E É NESSA PEGADA
Sabemos que as mentiras podem movimentar mercados, destruir reputações, estimular violência e corroer instituições democráticas. O candidato mitômano espera encontrar diante de si um eleitorado crédulo, ingênuo e sem consciência crítica suficiente para poder separar o "joio do trigo".
Lembram da premissa de São Tomé? Refere-se à lógica do "ver para crer", comprovando antes, é claro.