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22/07/2026


OS DA 'FAMÍLIA DA BOLSA', GANHAM 4 VEZES MAIS,

O QUE É DESTINADO À BOLSA FAMÍLIA

Você sabe quanto o governo deixa de arrecadar com renúncias fiscais que beneficiam principalmente a fatia mais rica da população?

Nas contas da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), em estudo inédito, esses valores — também chamadas de gasto tributário na linguagem mais técnica — devem chegar a R$ 618,4 bilhões em 2026 — ou quase quatro vezes o orçamento previsto para o Bolsa Família no próximo ano (R$ 158 bilhões).


BOLSA FAMÍLIA - SUPORTE AOS VULNERÁREIS

A falsa e equivocada percepção desses gastos ocorre porque o Bolsa Família é um gasto direto e focalizado, gerando um extrato visível, enquanto as desonerações e subsídios são gastos indiretos diluídos na arrecadação, formalizados sob o conceito contábil de "gastos tributários". Considerados privilégios tributários, sem nenhuma contrapartida social comprovada. Por sua vez, Bolsa Família completa 23 anos em 2026, atingindo recordes de contingente de beneficiados e valores gastos nos últimos tempos.

O objetivo do benefício social é de dar um suporte aos mais pobres, auxiliando no combate à fome e, idealmente, promovendo a chamada mobilidade social.


FOCO NA REVERSÃO

Para os economistas, a resposta para reverter a situação está em trabalhar a eficiência do programa para que ele possa trazer um desenvolvimento socioeconômico real às pessoas. Observa-se que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em maio, mantendo-se nos menores patamares da série histórica do IBGE.


UM NEOLIBERAL SEM CONHECIMENTO DE CAUSA

Luciano Huck gerou polêmica ao declarar durante o 5º Fórum Esfera que o Bolsa Família não gera estímulos suficientes para a independência financeira, afirmando que beneficiários buscariam "atalhos" para permanecer no programa. Após forte repercussão negativa, o apresentador esclareceu que suas falas foram tiradas de contexto e defendeu o aperfeiçoamento constante dos programas sociais.


DADOS DESMONTAM A FALA DO NEOLIBERAL

A cartilha neoliberal do apresentador ignora os dados de mobilidade social e transforma a desigualdade em falha moral individual. Tal afirmação, carregada de um moralismo tipicamente neoliberal, não encontra respaldo na realidade. Análises científicas mostram exatamente o contrário. Mais da metade das famílias beneficiárias pelo Bolsa Família deixaram o programa. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas aponta que 68% dos beneficiários deixaram o programa entre 2014 e 2025.


CONTRA NÚMEROS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Se mais de 60% saíram do programa em uma década, e mais de 70% entre os jovens, o programa não pode ser descrito como uma máquina de dependência permanente. Os dados mostram que é justamente o contrário. O programa de transferência de renda tem funcionado como uma porta de emancipação para a nova geração, com impacto na mobilidade social dos jovens beneficiários.


E POR FIM

Os dados mostram ainda que a tendência é que os exbeneficiários também saiam do “CadÚnico” e consigam um emprego formal, quebrando o ciclo da pobreza intergeracional. Portanto, ao invés de insistir no preconceito de que o Bolsa Família substituiu o “trabalho”, o mais correto seria compreender como o programa na verdade viabiliza o trabalho. 








 
 
 
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